quinta-feira, 22 de abril de 2010

E-mail da Federação Portuguesa de Ciclismo




Segundo a informação que nos chegou (por linhas travessas) a Federação Portuguesa de Ciclismo enviou hoje um E-mail aos directores desportivos no qual refere a obrigatoriedade de as corridas das elites femininas terminarem com uma média não inferior a 38 km/h sob pena da mesma não ser homologada.
Sendo assim, uma corrida cuja média seja inferior a 38 km/h, não dará direito a prémio monetário nem a pontos para a competição em disputa.

Pessoalmente, parece-me ser uma regra algo difícil de cumprir dado o número reduzido de ciclistas no pelotão nacional feminino e toda a falta de táctica ciclista que isso acarreta.
O ciclismo feminino necessita de restruturações mais profundas.
O simples facto de existir uma equipa (Ouribike) com um grande número de ciclistas e, as outras equipas, serem constituídas apenas por uma, duas ou três ciclistas, limita bastante, só por si, a dinâmica da corrida.
Além disso, haverá corridas (como a 1ª prova da Taça de Portugal, em Rio de Mouro) em que será muito difícil, se não impossível, de se fazer uma média superior a 38 km/h.

Porém, se tal medida servir para acabar com o marasmo de certas e determinadas atletas, será muito bem vinda. (!)

Aproveito a deixa e deixo aqui algumas ideias que, a meu ver, seriam de extrema importância para o desenvolver do ciclismo feminino:

1- Era importante que as corridas das femininas fossem realizadas nos mesmos dias que as corridas de outros escalões masculinos.
Porque não aproveitar toda a logística e os espectadores de uma prova de júniores ou sub-23 masculinos, para realizar as provas das femininas? Mesmo que em horários diferentes...
Os júniores correm distâncias totalmente ao alcance das femininas e, se os sub-23 fazem, por vezes, alguns quilómetros a mais, porque não colocar a partida alguns quilómetros mais à frente ou definir um número de voltas inferior para as femininas?

2- Era importante que fosse criado, pela federação, um grupo de trabalho nacional (uma selecção nacional) por forma a trabalhar e levar mais longe as ciclistas de grande valor que Portugal tem.
Com o recente apoio da Liberty Seguros e com as fantásticas infra estruturas do Centro de Alto Rendimento de Sangalhos, não se justifica que não tenhamos, a par dos júniores e sub-23, uma equipa nacional de femininas a treinar e a preparar provas no estrangeiro.
Tal situação seria fundamental para a criação de modelos que as ciclistas mais jovens pudessem seguir e de objectivos mais altos que elas quisessem traçar. Já para não falar na projecção ao nível dos média, fundamental para o recrutamento de novas atletas.

3- A par das corridas da Taça de Portugal era importante fazer algumas corridas em circuito, mais junto da população.
Aproveitem as marginais junto às praias ou ruas perto de zonas comerciais para fazer corridas rápidas e curtas.
Numa só tarde podem-se fazer várias corridas, por pontos, por eliminação, contra-relógio por equipas, etc.
Temos de levar o ciclismo feminino para junto da população para que, um dia, a população o possa seguir como segue a Vola a Portugal.

Sei que não sou o único com ideias ou opiniões e que o concretizar dessas mesmas ideias é bem mais difícil do que estar sentado frente ao MAC a teclar, mas.......

(Luís Bompastor)

1 comentário:

  1. João Brites - É possivel saber a que dias e horas treina a Ester.Comps. Obrigado.

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